Vanucci

Vanucci maestro, garçom e mágico. Seu nome apareceu através do Fernando Vanucci, o da Copa, o da Itália. Ele comeu uma bolacha ao vivo, não é, o que talvez tenha colaborado com o seu desemprego. Comer e se medicar é algo que não se deve fazer ao vivo. É um personagem rico, muito detalhado, muita vida e coisas acontecendo ao seu redor, ao contrário de Mutto, que posto logo mais, nascido inteiro em silêncio, no estranhamento de alguém creepy, talvez transformado em atração circense. Vanucci foi o oitavo personagem, Mutto o nono. Faltam os textos de ambos, daí mais um desenho e um texto. Então 1 mês pra terminar um ensaio sobre essa maluquice toda, banca e fim e todos os próximos projetos e planos seguintes, e a excitação é grande, ainda que ansiosa. Tinha umas coisas pra escrever mas esqueci. Penso no que fiz e acho que não consigo encaixar a parte da escrita em algo mais clássico, não são nem continhos. O que mais parece ser, a palavra que parece encaixar melhor, é que são quase ‘espíritos’ de personagem, sensações, rascunhos de outras histórias futuras que talvez nem existam. Gosto da ideia de que eles sejam só espíritos, que não tenham fim nem nada, ainda que um ou outro talvez no futuro aconteça. Como a voz me interessa, decidi também que vou declamar alto os textos, talvez gravar o áudio, não sei se com vídeo. O que escrevi funciona com vinte vezes mais potência se declamado, acho que por causa da escrita que é fluida, livre e associativa. É mais impactante do que se só somente lida. É estranho lembrar do que eu fui até esse grande bloqueio. As obsessões com a gramática, ritmo, estrutura, tudo meio que por água abaixo. Eu precisava desse outro oposto. Das rasuras, dos erros, da bagunça, das imperfeições. Vejo um terceiro movimento muito claro depois disso, que será provavelmente encontrar o caminho do meio. A gente confia e segue.

Deixe um comentário