Elvo

Foi uma primeira tentativa divertida. Deu medo de não dar em nada, mas trabalho mais ou menos bem com o medo aqui. Ainda não sei se escrevo sobre, acho melhor o vídeo falar por si. Eu não tenho de verdade nenhum pensamento no sentido de que as pessoas vão acompanhar vídeos de 30, 40 minutos sobre devaneios gráficos um bocado malucos e sussurrentos, e me sinto muito bem que isso não seja uma preocupação. Mais pra frente queria fazer ao vivo, em live, pra calcar ainda mais a espontaneidade — talvez depois de firmar mais o que é isso. Tenho na real visto isso como um trabalho bem ~pra mim~, e eu me divirto com ele. No fim esse é a única matéria sólida da arte, estar mais ou menos contente pra si. Sei que alguns amigos gostam, mas não misturo muito amizade com isso. O blog é em certo sentido uma ilha pacata, onde atraca quem e como quiser. É tão diferente de outras mídias, onde me sinto meio foie gras. Não é uma ilha solitária, porque eu também não tenho mais tempo demais pra esticar demais a coisa a ponto de achar existe alguma simbiose entre toda essa brincadeira virtual e a minha realidade viva como pessoa lá fora. Se isso acontece às vezes, é pura brincadeira mesmo. Lá fora aliás tem sido bem feliz. Claro, há dificuldades, principalmente de comunicação e relacionamento, mas também dificuldades temos todos. Novembro é um mês importante, e tem também a proximidade do ano encerrar. As perspectivas são boas no geral. Penso principalmente e sempre em pessoas, as pessoas que eu gosto. E como as viagens são estúpidas, e as distâncias, e nos resta apenas desejar felicidade e amor e segurança pra longe. Embora não basta, e nunca basta.

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